04/04/2013

Said Djinnit fala sobre a missão da ONU no Mali e sobre o papel das Canárias no desenvolvimento africano na Casa África

Imagem da conferência de imprensa, esta manhã, na Casa África.

Imagem da conferência de imprensa, esta manhã, na Casa África.

O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas para a África Ocidental, Said Djinnit, falou esta manhã na Casa África que a Missão Internacional de Apoio ao Mali (MISMA) está em pleno processo de transformação numa missão de paz, com uma proposta já apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e que está a ser considerada por este organismo. A força de manutenção de paz do Mali situar-se-ia nas zonas seguras do país, mas também pretende lutar contra o terrorismo residual no norte maliano.

O processo de transferência de uma força de intervenção militar para uma força de manutenção de paz irá demorar alguns meses (aproximadamente três meses) até ter efeito, segundo Djinnit, que afirmou que, nestes momentos, a ONU está presente no terreno a acompanhar a MISMA e com um posto avançado em Bamako.

Este foi um dos temas que o representante da ONU para a África Ocidental abordou ao comparecer perante os meios de comunicação em Las Palmas de Gran Canaria, na qual ainda incentivou a contribuição canária e espanhola para o desenvolvimento da África Ocidental com iniciativas, tais como o Instituto Euroafricano de Gobernanza, nas quais -segundo afirmou- há que intervir. Afirmou também que, globalmente, a África Ocidental é uma zona que pode atrair investimentos estrangeiros graças a uma situação de estabilidade geral que vive, à falta de conflitos abertos na maior parte dos seus países, aos recursos e ao potencial imenso que tem.

Djinnit recordou aos presentes que a zona enfrenta dificuldades para o governo e liderança na construção de um estado de direito, enfrenta golpes de estado e violência eleitoral, ainda que também tenha assinalado exemplos democráticos positivos da região como o Gana, Senegal ou Serra Leoa. Sublinhou também que a África Ocidental enfrenta a ameaça do tráfego ilegal transnacional de drogas e pessoas, a pirataria que está a crescer no Golfo da Guiné e o terrorismo que afeta a região de Sahel. O representante falou da colaboração regional e da mão da comunidade internacional para enfrentar todos estes problemas, recordando que o papel de Espanha, em concreto, e o das Canárias, pela sua proximidade geográfica, cultural e histórica com África, é fundamental na hora de colaborar com o continente na economia, na formação, no turismo, na saúde e nos serviços.

 

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